Meu coração palpitava em uma sequencia avassaladora. Era como se eu não tivesse controle algum sobre ele. E afinal nunca o tive, e jamais o terei. Minhas emoções definiam minha história. E entre certos momentos elas me levaram a enfrentar tudo aquilo que antes não havia enfrentado. A história parecia se desembaraçar. Mas todas as vezes que eu tomava a direção, era como se por acidente, eu perdesse todas as peças que faltavam.
Tentei várias vezes entregar-me a tantos desafios. Mas eles não eram para mim. Assim como dificilmente eu era para eles. Foi complicado encerrar várias histórias que poderiam ter dado certas junto com a minha. Acredito que todas elas teriam sido melhores, se em algum momento elas não tivessem escrito meu nome em suas linhas. Era realmente melhor, que eu seguisse só por uma estrada, tendo na minha história apenas três pontinhos.
Não era me desvalorizando, de forma alguma, mas é que a vida das pessoas seriam sem dúvida melhores sem que eu estivesse presentes nela. Na minha concepção era assim. Para elas não. As pessoas de certa forma encontravam em mim, o que eu mesma nunca havia achado. Eu era o que eu queria encontrar, mas as marcas e o tempo, não me permitiram ver isso.
As marcas por suas vezes, mesmo que não doessem mais, permaneciam ali. Certas marcas, eu mesma havia feito, outras, foram pessoas que na época, eram tudo o que eu tinha. A gente no fim aprende que nem todo mundo que diz que tá contigo, realmente está.
É difícil se decepcionar com as pessoas. Mas difícil ainda é se decepcionar com você mesmo. Você acredita tanto que você não vai se permitir certas coisas, que ai vem as situações e simplesmente você as deixa acontecer. É complicado. Mas no fim tudo serve pra gente crescer.
Com o tempo, a gente aprende que a única força que temos é a que vem do alto. E que o tempo não cura coisa alguma. Ele apenas passa, e se não nos conscientizarmos, ele deixa nossas história mais embaraçada ainda. É preciso, não um controle sobre o coração, mas saber o que reside nele. Não é preciso ser frio, nem perder toda esperança. Mas é saber em quem confiar, em que depositar sua vida.
Então eu percebi que ainda eu tinha tempo, e que a nossa história é ligeira, a nossa vida passa tão rápido como um segundo. Tem que saber, quem é que ajuda a gente escrever, tem que saber quem faz parte dessa peça. Meu coração nesse momento palpitava tão veloz, que podia-se ouvir o que ele queria dizer, ele apenas queria dizer, que a nossa história precisa não de vários pontos finais, nem de tantos pontos de exclamações. Mas a nossa história, precisa provocar lágrimas, sorriso, e no fim paz.
Porque o que a gente leva dessa grande peça, não são os aplausos no fim, nem vaias. A gente leva a nossa vida, numa malinha pequena, num livrinho de cabeceira, que um dia pode ou não mudar a história, a peça, o livro de cabeceira de alguém.
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